terça-feira, 7 de junho de 2016

Culinária e receitas africana


Culinária

Outra grande contribuição da cultura africana se mostra à mesa. Pratos como o vatapá, acarajé, caruru, mungunzá, sarapatel, baba de moça, cocada, bala de coco e muitos outros exemplos são iguarias da cozinha brasileira e admirada em todo o mundo.
Mas nenhuma receita se iguala em popularidade à feijoada. Originada das senzalas, era feita das sobras de carnes que os senhores de engenhos não comiam. Enquanto as partes mais nobres iam para a mesa dos seus donos, aos escravos restavam as orelhas, pés e outras partes dos porcos, que misturadas com feijão preto e cozidas em um grande caldeirão, deram origem a um dos pratos mais saborosos e degustados da culinária nacional. 
Fonte: Portal Brasil
www.brasil.gov.br/cultura/2009/10/cultura-afro-brasileira   

Arte africana





História e características da arte africana


A arte africana é um conjunto de manifestações artísticas produzidas pelos povos da África subsaariana ao longo da história.
        O continente africano acolhe uma grande variedade de culturas, caracterizadas cada uma delas por um idioma próprio, tradições e formas artísticas características. O deserto do Saara atuou e continua atuando como uma barreira natural entre o norte da África e o resto do continente. Os registros históricos e artísticos demonstram indícios que confirmam uma série de influências entre as duas zonas. Estas trocas culturais foram facilitadas pelas rotas de comércio que atravessam a África desde a antiguidade.
         A arte africana é um reflexo fiel das ricas histórias, mitos, crenças e filosofia dos habitantes deste enorme continente. Os povos africanos faziam seus objetos de arte utilizando diversos elementos da natureza. Faziam esculturas de marfim, máscaras entalhadas em madeira e ornamentos em ouro e bronze. Os temas retratados nas obras de arte remetem ao cotidiano, a religião e aos aspectos naturais da região. Desta forma, esculpiam e pintavam mitos, animais da floresta, cenas das tradições, personagens do cotidiano etc. 

Chegada ao Brasil 

A arte africana chegou ao Brasil através dos escravos, que foram trazidos para cá pelos portugueses durante os períodos colonial e imperial. Em muitos casos, os elementos artísticos africanos fundiram-se com os indígenas e portugueses, para gerar novos componentes artísticos de uma magnífica arte afro-brasileira.



Arte africana mascaras




Vídeos sobre arte africana
Arte africana na atualidade




   
revistaescola.abril.com.br
professorafran-blogstar.blogspot.com
dadaims.blogspot.com
br.answers.yahoo.com/question/index?qid=
www.africadosul.org.br/arte.html

Danças africanas


Danças africanas

A tradição é a força cultural dos povos africanos em plena festa de ritmos, transmissão da cultura dos antepassados e o retrato do dia-a-dia nas aldeias africanas e não só…A dança como força de expressão dos rituais, era chamada em todas as ocasiões, como ponto de partida para qualquer cerimônia.
A dança originou-se na África como parte essência da vida nas aldeias. Ela acentua a unidade entre seus membros, por isso é quase sempre uma atividade grupal. Em sua maioria, todos os homens, mulheres e crianças participam da dança, batem palmas ou formam círculos em volta dos bailarinos. Em ocasiões importantes, danças de rituais podem ser realizadas por bailarinos profissionais. Todos os acontecimentos da vida africana são comemorados com dança, nascimento, mortem plantio ou colheita; ela é a parte mais importante das festas realizadas para agradecer aos deuses uma colheita farta. As danças africanas variam muito de região para região, mais a maioria delas tem certas características em comum. Os participantes geralmente dançam em filas ou em círculos, raramente dançam a sós ou em par. As danças chegam a apresentar algumas vezes até seis ritmos ao mesmo tempo e seus dançarinos podem usar máscaras ou enfeitar o corpo com tinta para tornar seus movimentos mais expressivos. As danças em Marrocos usam normalmente uma repetição e um constante crescimento da música e de movimentos, criando um efeito hipnótico no dançarino e no espectador. Entre elas destacam-se a Ahouach, Guedra, Gnawa e Schikatt.


Schikatt

Dança erótica e popular das mulheres marroquinas. Muitos movimentos têm origem nas danças orientais. Foi de uma combinação da influência árabe com o folclore berbere que nasceu esta dança. 
As dançarinas usam camadas de véus cobrindo o corpo, do pescoço ao tornozelo, e se enfeitam com muitas jóias; elas cantam, tocam instrumentos e batem palmas enquanto dançam. 
O schikatt tem um passo característico chamado rakza, quando a dançarina bate com os pés como na dança flamenca.






Gnawa



A dança Gnawa celebra um ritual da seita de Sufi. 

Cada ritmo tem muitos significados simbólicos que vão de poderes curativos ao exorcismo. 

Uma cor específica é usada para cada dança, invocando o espírito da cerimônia, Hadra, o qual é trazido à terra de um outro mundo etéreo. 

Dançarinos usam roupas brancas e chapéus pretos pesadamente enfeitados com conchas, contas, mágicos talismãs e amuletos. Em pé em linha ou círculo, os músicos mantêm o ritmo com tambores ou batendo palmas enquanto dançarinos executam danças acrobática.


Semba

É uma dança de salão angolana urbana. Dançada a pares, com passadas distintas dos cavalheiros, seguidas pelas damas em passos totalmente largos onde o malabarismo dos cavalheiros conta muito a nível de improvisação. O Semba caracteriza-se como uma dança de passadas. Não é ritual nem guerreira, mas sim dança de divertimento principalmente em festas, dançada ao som do Semba.





Rebita

É um gênero de música e dança de salão angolano que demonstra a vaidade dos cavalheiros e o adorno das damas. Dançada em pares em coreografias coordenadas pelo chefe da roda, executam gestos de generosidades gesticulando a leve cidade das suas damas, marcando o compasso do passo da massemba . O charme dos cavalheiros e a vaidade das damas são notórios; enquanto dança se vai desenvolvendo no salão as trocas de olhares e os sorrisos entre o par são freqüentes. É dançada em marcação de dois tempos, através da melodia da música e o ritmo dos instrumentos.


Kuduro

Estilo de música e dança Angolana.
Dança recreativa de exibição individual ou em grupo.
Fusão da música batida, com estilos tipicamente africanos, criados e misturados por jovens Angolanos, entusiastas e impulsionadores do estilo musical, adaptando-se a forma de dançar, soltando a anca para os lados em dois tempos sutilmente, caracterizando o movimento do bailonço duplo.
Da dança Sul-Africana denominado " Xigumbaza ", que significa confusão, que era dançada pelos escravos mineiros, enquanto trabalhavam mudos, e surdos só as vozes das botas se faziam ouvir como um canto de revolta, adaptando-se ao estilo musical Kuduro nasce, o Esquema ou Dança da Família. 
Dança da Família por ser dançado geral em grupo exercitando o mesmo passo varias vezes em coreografia coordenada pelos participantes na dança. Dançada normalmente em festas ou em discotecas .

Kizomba

Kizomba é uma terminologia Angolana da expressão lingüística Kimbundo que significa"festa".

A expressão Kizomba, como dança nasceu em Angola nos anos 80 em Luanda, após as grandes influências musicais dos Zouks, e com a introdução das caixas rítmicas drum-machine, depois com os grandes concursos que invadiram Angola, desde ai essa expressão se ouvir e manteve, passando pelo Cavalinho, e o kizomba corrida, também nesta época apareceram as kizombas acrobáticas dançada por dois rapazes, mas também é de salientar que as grandes farras entre amigos nos anos 50/70 eram chamadas Kizombadas" porque nesta altura não existia kizomba como expressão bailada e nem musical. Voltando aos anos 50/60 em Angola já se dançava a o Semba, Maringa, Kabetula, Kazukuta, Caduque que deu origem origem a Rebita e outros estilos musicais tipicamente de Angola, mas também outros estilos provenientes de outros continentes, influenciaram música, e a dança, como o Tango, a Plena o Merengue etc., estes eram dançadas nas grandes farras já ao nosso estilo.


Guedra




Dança de tribos berberes que vivem na fronteira do sul de Marrocos.

Uma fila de homens em vestes azuis ou brancas e turbantes pretos tocam tambor com uma forte batida enquanto as mulheres vestidas de azul, com cabelos presos no alto da cabeça, com jóias e coroadas de conchas, batem o ritmo com as mãos e B'Sharra, a grande dama do Guedra, saúda a areia, o céu e o vento, balançando seu corpo, abrindo os braços para abraçar a vastidão do deserto, movimentando as mãos e os dedos em delicados movimentos que simbolizam o amor, a paz e a benção.

Ahouach


Dança coletiva com ritmo berbere; executada por aldeões do centro e do sul das Montanhas Atlas, dançam tocando instrumentos circulares feitos de pele de cabra. 
Um homem chamado Raiss guia os homens da vila que tocam seus tambores, e algumas vezes flautas, enquanto rapazes e moças solteiras dançam o Ahouch frente a frente. Segurando as mãos, os dançarinos em linha sacodem seus corpos, balançando pesadas jóias de prata e âmbar, as quais, através dos movimentos, fazem um outro tipo de ritmo. 
Esta dança tem como objetivo a unidade do povo. Para participar, todos devem saber a coreografia e executá-la com perfeição.

Kazukuta


É a dança por excelência que é de sapateado lento, seguido de oscilações corporais, firmando-se o bailarino, ora no calcanhar, ora na ponta dos pés, apoiando-se sobre uma bengala ou guarda-chuva. Os tocadores usam instrumentos como latas, dikanzas, garrafas, arcos de barril e, para algumas variações rítmicas, a corneta de latão e caixa corneta. Os bailarinos trajam-se de calças listadas e casacas devidamente ornamentadas, representando alguns postos do exército, cobrindo o rosto com uma máscara, representando alguns animais, para melhor caricaturar jocosamente o inimigo (o opressor).





Kabetula




É uma dança carnavalesca da região do Bengo, exibida em saracoteios bastante rápidos seguidos de alguns saltos acrobáticos, os bailarinos apresentam-se vestidos de camisolas interior, normalmente brancas, ou de tronco nu de duas Ponda saia feita de lenços de cabeça em estilo retângula fixada por uma Ponda (cinta vermelha ou preta), amarrando um lenço na cabeça e outro no pulso, utilizando também um apito para a marcação da cadência rítmica do "comandante". 

Fontes:http://soudaafrica.blogspot.com.br/2011/03/danca-da-africa-tipos-e-teorias.html




Capoeira


Capoeira



A Capoeira é uma expressão muito popular da cultura e da identidade negra ela é uma mistura de arte marcial e dança, de música e filosofia de luta e vida.
Ela foi criada, há séculos, pelos escravos como uma defesa pessoal, uma arma contra a opressão. A verdadeira origem da Capoeira é um ritual Africano, chamado de N'golo, que marcava a passagem para a vida adulta. Neste ritual os jovens guerreiros das tribos disputavam, com movimentos baseados na luta das zebras, as jovens mulheres e cabia a quem melhor sobressaía-se, o direito de escolher sua esposa entre as jovens, sem o pagamento do dote matrimonial.
Os escravos Africanos descobriram que estes movimentos das zebras quando usados com rapidez, destreza e malícia poderiam ser fatais para o oponente. Diante de sua situação difícil como escravos e da violência a eles imposta, eles começaram, sempre que podiam, a ensaiar esta forma de luta nas capoeiras dos canaviais. Eram lugares nas plantações de cana de açúcar - nas quais os escravos eram obrigados a trabalhar - onde o mato foi queimado para o cultivo da terra ou outro fim. A Capoeira como arte marcial era, na época, a única arma que os negros tinham contra as espingardas dos feitores e dos capitães do mato durante suas fugas para os quilombos, comunidades onde os negros fugidos viviam organizados e em liberdade.
Após a abolição da escravidão, abonados ao próprio destino, os então ex-escravos precisaram ainda mais desta defesa pessoal e assim ela tornou-se um símbolo da resistência do negro contra a opressão branca.




Vídeos de Capoeira

Zumbi dos Palmares


No navio negreiro (abada)







Canção de ninar e cantigas de roda

Tipos de canção

Até hoje, são repetidas canções de ninar carregadas de estereótipos, de preconceitos, de preceitos morais ocidentais, amedrontamento e terrorismos nas crianças pretas. Considero-as canções de ninar da escravidão, formulada nas Casas Grandes para que nós tivéssemos medo de nós mesmos e dos nossos.
As canções de ninar cantadas pelas descendentes de africanos escravizados pela mais violenta e sangrenta guerra da história mundial, estimulam nas crianças um mundo fantasioso branco e os dá uma concepção conforme os desejos do opressor: do mundo preto é feio e impuro; do Boi da Cara Preta pega crianças; do Saci aleijado e viciado em tabaco, criando nas mentes infantis a autorrejeição da sua tez melaninada.

Por outro lado, é ensinado pelas famílias pretas o mundo “branco puro e bonito das falsas histórias de contos de fadas”, que posteriormente substituem as canções de ninar de personagens pretas assustadoras e ruins.





















Canções de ninar



As canções de ninar, fazem parte do gênero lírico-narrativa e são em geral, caracterizadas por melodias suaves e repetitivas, com letras simples e rimadas, advindas dos primeiros habitantes do Brasil.
Gilberto Freyre em Casa Grande e Senzala, nos remete aos tempos coloniais, quando as amas de leite embalavam os filhos de seus senhores com cantigas, que mais serviam para amedrontar as crianças, do que para adormecê-las, visto que, tais cantos apelavam para entidades míticas e bichos aterradores, acentuado ainda pela transformação que as letras sofriam de acordo com a etnia, a região e a crença de quem as entoava. Fato esse abordado também por Antônio H. Weytzel. Como veremos nos versos cantados em Juiz de Fora, assinalando a questão do medo, da segurança e da alimentação:
Algumas letras, não enfocam somente os seres fantásticos e arrepiantes, elas abordam também a alimentação, o trabalho e a segurança imposta pela presença dos pais, como podemos observar nas quadrinhas abaixo:

1- Tutu Marambá, não venha mais cá
Que o pai do menino, te manda matá.

2- Nana nenê, que a cuca vem pegá
Papai foi na roça, mamãe volta já.

3- Vem gato preto, de cima do telhado.
Comer esta criança, que não quer dormir calado.

4- João corta lenha, Maria mexe angu.
Tereza vai na horta, buscar o cariru.
Compadre vem jantá. Carne seca com angu.


Tutu Marambá
Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar
Durma neném, que a Cuca logo vem
Papai está na roça e Mamãezinha em Belém
Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar.

Boi da cara preta
Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega esta criança que tem medo de careta
Não , não , não
Não pega ele não
Ele é bonitinho, ele chora coitadinho.

Vídeos sobre canção de ninar:

 Boi da cara preta

Lullabies from Around the World - Nepal








Cantigas de roda e de ninar 




Dentro do conjunto de conhecimentos, tradições, lendas, crenças e superstições de um povo, é importante destacar as cantigas de roda e de ninar. São verdadeiros repositórios de alegria e de sentimentos, fruto sempre da amizade. As cantigas de roda no alegre ambiente coletivo, as cantigas de ninar no sagrado convívio materno-infantil, sempre adoçadas pela maciez do berço, no conforto da rede ou no encantamento de um colo de mãe.
Wander Lino Arruda

Escravos de Jó
Os escravos de Jó

Jogavam caxangá
Tira, põe,
Deixa o zabelê ficar
Guerreiros com guerreiros
Fazem ziguezigue zá
Guerreiros com guerreiros
Fazem ziguezigue zá.


Peixe vivo
Como pode o peixe vivo

Viver fora d'água fria?
Como pode o peixe vivo
Viver fora d'água fria?

Como poderei viver,

como poderei viver,
Sem a tua, sem a tua,
Sem a tua companhia?

Os pastores desta aldeia

Já me fazem zombaria
Os pastores desta aldeia
Já me fazem zombaria
Por me ver assim chorando
Sem a tua, sem a tua companhia.




Vídeos de cantiga de roda:

Escravo de Jó


Peixe vivo

segunda-feira, 6 de junho de 2016

A contribuição dos negros na construção para sociedade  brasileira



  A contribuição dos negros na construção da sociedade brasileira é evidente. É possível notar sua influência desde simples superstições até o modo de viver do brasileiro. O cantar, o dançar, o sentir, o produzir e até mesmo o refletir foram características legadas por meio dos negros. Essa grande influência teve início a partir do tráfico negreiro, em que milhões de africanos foram forçados a sair de seu continente de origem para exercer trabalho escravo no Brasil. O negro foi considerado mercadoria no Brasil a contribuição do povo africano para a formação brasileira foi primordial tanto na composição física da população quanto na conformação do que viria a ser cultura, isso inclui várias dimensões, como a culinária, língua, música, religião, estética, valores sociais e estruturas mentais. Vale ressaltar que a cultura africana também incorpora traços indígenas e europeus

Religião Africana
As religiões tradicionais africanas, também referidas como religiões indígenas africanas, englobam manifestações culturais, religiosas e espirituais originárias do continente africano que continuam sendo praticadas nesse continente nos dias atuais. Há uma multiplicidade de religiões dentro desta categoria. Religiões tradicionais africanas envolvem ensinamentos, práticas e rituais, e visam a compreender o divino. Mesmo dentro de uma mesma comunidade, pode haver pequenas diferenças de percepção do sobrenatural. São religiões que não foram significativamente alteradas pelas religiões adotadas mais recentemente (cristianismo, budismo, islamismo, judaísmo e outras). Estima-se que estas religiões sejam seguidas por aproximadamente 100 milhões de pessoas em todo território africano.
Os africanos quase sempre reconhecem a existência de um Deus Supremo ou Demiurgo que criou o Universo (Olodum are[1], ou Olorun, Mawu, Nzambi, etc). Muitas histórias tradicionais africanas falam que Deus, ou seu filho, uma vez viveu entre os homens, mas que, quando os homens fizeram algo que ofendeu a Deus, o divino retirou-se para os céus. Religiões tradicionais africanas são definidas em grande parte por linhagens étnicas e tribais, como a religião yoruba da África Ocidental.


Na África cada Orixá estava ligado originalmente a uma cidade ou a um país inteiro. Tratava-se de uma série de cultos regionais ou nacionais. Sàngó em Oyó, Yemoja na região de Egbá, Iyewa em Egbado, Ogún em Ekiti e Ondo, Òsun em Ilesa, Osogbo e Ijebu Ode, Erinlé em Ilobu, Lógunnède em Ilesa, Otin em Inisa, Osàálà-Obàtálá em Ifé, subdivididos em Osàlúfon em Ifan e Òságiyan em Ejigbo
No Brasil, em cada templo religioso são cultuados todos os Orixás, diferenciando que nas casas grandes tem um quarto separado para cada Orixá, nas casas menores são cultuados em um único quarto de santo (termo usado para designar o quarto onde são cultuados os Orixás).

Fonte: www.wikipedia.com.br

vídeos sobre a Religião Africana


A CONTRIBUIÇÃO AFRICANA NA CULINÁRIA BRASILEIRA (A COMIDA DE SANTO)

A CONTRIBUIÇÃO AFRICANA NA CULINÁRIA BRASILEIRA (A COMIDA DE SANTO)

É impossível falar da influência dos africanos sem lembrar a herança que eles deixaram para a nossa alimentação.  Acarajé,mungunzá, quibebe, farofa, vatapá são pratos originalmente usados como comidas de santo, ou seja, comidas que eram oferecidas às divindades religiosas cultuadas pelos negros. 

Hoje, porém, são dignos representantes da culinária brasileira.As negras quituteiras foram fundamentais na alquimia da culinária brasileira. Chegaram como escravas, e como as sinhazinhas não se dispunham a ficar à frente do fogão a lenha, foram elas que afeiçoaram os sabores africanos aos ingredientes disponíveis. Introduziram o azeite de dendê, o camarão seco, a pimenta malagueta, o inhame, o quiabo, a canjiquinha, temperos e condimentos.As negras africanas começaram a trabalhar nas cozinhas dos Senhores de Engenho e introduziram novas técnicas de preparo e tempero dos alimentos.


Também adaptaram seus hábitos culinários aos ingredientes do Brasil. Assim, foram incorporados aos hábitos alimentares dos brasileiros o angu, o cuscuz, a pamonha e a feijoada, nascida nas senzalas e feita a partir das sobras de carnes das refeições que alimentavam os senhores; o uso do azeite de dendê, leite de coco, temperos e pimentas; e de panelas de barro e de colheres de pau. Você sabia que os traficantes de escravos também trouxeram para o Brasil ingredientes africanos? É o caso da banana, ícone de brasilidade mundo afora e da palmeira de onde se extrai o azeite de dendê.Todos os pratos vindos do continente africano foram reelaborados, recriados, no Brasil, com os elementos locais. E haja criatividade e capacidade de improvisação! O dendê trazido pelos portugueses para queimar em lamparinas e iluminar as noites escuras do novo continente logo foi parar na panela das mucamas. "Desde a África elas já sabiam que o azeite podia ser usado nas comidas".

A COMIDA DE SANTOCerto que os Orixás Comem o que os homens comem, porém, recebem a seus pés, nos terreiros onde os modos de preparar, ao lado dos saberes: Palavras de encantamento (fó), rezas (ádùrà), evocações (oriki) e cantigas (orin); ligadas a estórias sagradas (itans), são elementos essenciais e vitais para a transmissão do axé.”  São alimentos votivos preparados ritualmente e oferecidos aos orixás, aos quais necessitam de suas vibrações para a manutenção da própria força dinâmica. Algumas comidas são preparadas com a carne dos animais sacrificados ritualmente, outras como o peixe, camarão, verduras, legumes, farinhas, etc., muitas são bem temperadas, levando sal (menos de Oxalá), louro e etc., e algumas ainda levam mel.A grande maioria das comidas salgadas é feita no azeite de dendê, ou frita nele.  
As comidas votivas provém na maioria, da culinária africana, algumas conservando-se exatamente iguais, outras sofrendo algumas modificações. Na umbanda, e mesmo em alguns cultos tradicionais os orixás comem frutas, as comidas variam muito de culto para culto. De modo geral porém, as principais, nos candomblés (algumas adotadas pela umbanda).
As comidas não são oferecidas todas de uma vez, sendo feitas algumas em certas festas, outras depois. Todas as semanas as comidas, bebidas, etc., são renovadas em dias certos, cada orixá te o seu , no candomblé após o término de xiré são distribuídas aos assistentes.Nos templos de umbanda diferentemente do candomblé, as comidas são dadas aos guias incorporados, e eles mesmos consomem.


Portanto são comidas feitas com condimentos que os médiuns estão acostumados a comer. Geralmente é dada em dias de festas ou acontecimento especial de cada templo.- OBS.: “As comidas votivas não contém pimenta.” excerto as oferecidas e exú.Dividir o alimento com os deuses é ter a insigne hora de comer com eles, garantindo, dessa forma, a presença dos Orixás em nossas vidas e da refeição em nossa mesa.

Ao preparar as comidas de santo, deve-se observar os tabus de cada um deles. Por exemplo, o azeite de dendê nunca deve ser oferecido a Oxalá, o mel é proibido a Oxossi, o carneiro não pode sequer entrar em uma casa consagrada a Iansã etc. Os filhos de santo devem observar todas as quizilas dos seus Orixás e, sendo parte do Orixá, também não podem consumi-las.

A ijoyé encarregada de preparar as comidas dos Orixás é a Ìyá Basé, um cargo outorgado apenas a mulheres de grande sabedoria e respeito junto à comunidade. Ela é a mãe que conhece todos os segredos da cozinha e que sabe que o principal ingrediente para uma boa comida de santo, capaz de alcançar as mais altas dádivas, é o amor.

O que é um Ebó?São rituais que visam corrigir várias deficiências na vida de um ser humano (saúde, amor, prosperidade, trabalho profissional, equilíbrio, harmonia familiar, etc.) A composição de cada Ebó depende da sua finalidade, e os seus componentes vão desde bebidas a frutas, folhas, velas, adornos, alimentos secos, mel, óleo de palma, louças, artefatos de barro ou ágata., etc..


O que é uma Oferenda?Chamamos oferendas aos rituais compostos de frutas, alimentos, carnes, bebidas, flores, louças e adereços que servem para oferecer aos Orixás, como uma súplica para se alcançar uma graça, bem como para homenagear e cultuar um Orixá, de forma a fortalecer o nosso vínculo com o mesmo.Cada Orixá tem os seus respectivos alimentos, as suas flores, as suas cores, as suas bebidas e a sua forma particular de culto, orações e invocações.

Conselhos: Ao fazer um Trabalho/Ebó, além da fé você deve:1. Só utilizar material novo.2. Nunca substituir um material por outro.3. Usar somente o que a receita pede.4. Ao fazer o trabalho, mantenha o pensamento firme no que você realmente deseja.

Atenção: Nunca faça um Trabalho/Ebó para desejar o mal de alguém, pois um pensamento negativo atrai para si essa má vibração. E, sempre que tiver o seu desejo realizado, lembre-se de agradecer, dessa forma, um universo de boas energias passará a “conspirar” por si.O primeiro Orixá cultuado também é o primeiro a comer, Exu ele come tudo que a nossa boca come, as oferendas dadas ele mais comumente são os padês a base de farinha de mandioca branca (paki), 
combinada com azeite de dendê ou  mel de abelha, água, bebida alcoólica e acaçá vermelho feito com farinha de milho amarelo e enrolado em folha de bananeira. em algumas ocasiões também são utilizados pimenta, cebola, bife e moedas nas oferendas a este Orixá.

Nas oferendas a Ogum são dados inhame (isu) assado com azeite de dendê e feijoada.Oxossi come axoxó feito com milho vermelho (àgbado) cozido decorado com fatias de coco. Ele também aprecia frutas e feijão fradinho torrado. As comidas devem ser colocadas sob o telhado ou aos pés de uma árvore.

A oferenda dada a  Obaluaiê é a pipoca. Utilizando areia da praia para estourá-las e enfeitando com fatias de coco.Oxumare prefere que sejam dados em oferenda a ele, bata doce amassada e modelada em forma de cobra  e também farofa de farinha de milho com ovos, camarões e dendê.Ossaim prefere acaçá, feijão (ewa), milho vermelho (àgbado), farofa e fumo de corda.O acarajé de forma arredondada com dendê é a oferenda consagrada a  Iansã, mas também é do agrado de Obá.

Obá também tem preferência por um bolinho de nome abará que consiste em uma massa de feijão fradinho temperado  com dendê enrolado em folha de bananeira e cozido em banho-maria.
O omolocum, feijão fradinho cozido com cebola, camarões e azeite de oliva e decorado com ovos cozidos e descascados é de Oxum.Iemanjá prefere peixe de água salgada, regados ao azeite e assados, milho branco cozido e temperado com camarões, cebola e azeite doce, manjar com leite de coco e acaçá.A Nanã é oferecido efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco e pirão com batata roxa.O amalá pertence a Xangô.


 O amalá (pirão de inhame) deve untar o fundo da gamela e sobre ele é colocado o caruru decorado com pedaços de carne, camarões, acarajé e quiabo (ilá), doze unidades de cada e enfeitado com um orobô. É válido lembrar que a oferenda deve ser servida quente.
Oxalufã só aceita comidas brancas e tem preferência por milho branco cozido e sem tempero.O inhame pilado é oferenda de  Oxaguiã.As comidas oferecidas a Orixás Funfun (brancos), devem ser sempre colocadas sempre louças brancas.


ORIXÁS


PRATOS

OXALÁ Tudo branco, Ebô de milho branco sem sal, (canjica branca), clara de ovos, Acaçá branco, rodelas de inhame cozido com mel, ebo e Eko.

OGUM Inhame, feijoada (em algumas nações), fígado, coração de boi, feijão fradinho, feijão preto, bagre com molho de camarão, Eko, e Asoso.

XANGÔ Amalá, acarajé longos, rabada com camarão seco, cebola ralada, quiabos e azeite de dendê, caruru e Eko.

OBALUAIE Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de porco, ewa dudu, buruku e Eko.

OMULÚ Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de porco, ewa dudu, buruku e Eko.

OXOSSI Axoxó (milho de canjica vermelha cozida com mel enfeitado com fatias de coco), frutas, espiga de milho cozido, pamonha, olelé-ewa-akará e Eko.

YEMANJÁ Ebô de milho branco com azeite doce ou mel, peixe cozido com pirão de farinha de mandioca, arroz cozido doce enfeitado com fatias de maça, manjar de maizena, canjica cozida branca e refogada com camarões e cebola com azeite de oliva, peixe de água salgada, ebo pupá, Eko e acaçá.

OXUM Omolocum, xinxim de galinha, ipeté, ovos cozidos, milho com coco e Eko.

IANSA Acarajé redondo frito no dendê, rodelas de inhame cozido refogado com dendê e cebola, amalá, feijão fradinho e Eko.

NANÃ Acaçá, arroz, inhame, feijão fradinho, omolocum de feijão branco enfeitado com ovos cozidos cortados ao meio; efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco, Eko e pirão com batata roxa.

OXUMARE Aberem, feijão com milho, feijão fradinho com ovos, inhame, Eko, agari pupa ni eyin adie, etc.

OSSAIM Feijão preto, farofa, mel, acaçá, Eko, ewa Osain e fumo.
OBÁ Acarajé, amalá, abará, ovos e Eko.

LOGUM EDÉ Axoxo
, omolucum, inhame, Eko, etc.
EXU Pipocas, farofa de farinha de dendê, farinha com pinga, farinha com mel, bife no azeite de dendê, bofe, fígado, coração de boi, acaçá amarelo, carne assada, vinho, mel, Eko e Gaari Pupa.


Fonte de pesquisas:

https://www.google.com.br/search?
q=orixas&espv=2&biw=1024&bih=667&source=lnms&tbm=isch&sa

http://sossegodaflora.blogspot.com.br/2015/08/a-contribuicao-africana-na-culinaria.html


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